19 de novembro de 2016

Hábitos e Vícios

Intrinsecamente, nossa espécie evolui aspectos tecnológicos e processos químicos, busca sempre experimentar. Reprodução e alteração de coisas e substâncias são comportamentos comuns do homem, enquanto ser. Ele é um pesquisador. Nosso raciocínio típico faz com que nossa tendência seja sempre questionadora, por isso nos apoiamos sempre às experiências. Tanto o é que todo o tipo de remédio é fruto de um efeito colateral de um experimento.

Olhando por essa perspectiva, jamais poderemos mudar isso. Sempre foi assim, desde os xamãs aos alquimistas. Do engenheiro ao cientista. Entretanto, em meio à um processo tão veloz de demanda comercial, o número de experiências e matéria prima para realiza-las acaba sendo massivo, havendo um desequilíbrio em relação à extração de recursos do planeta, além das reações adversas, causadas em nós mesmos – ignoradas ou não estudadas com maior profundidade.

É exigido muito do planeta e nossa própria espécie se submete à vícios e atitudes antinaturais – a maior parte delas, supérfluas. Comportamentos são criados, desenvolvidos em nós, por meio dessas experiências; ou seja, atitudes ou necessidade que não fazem parte da gente passam a ser comuns, quando na verdade, foram produzidas “artificialmente”, por conta de determinadas invenções, como um efeito colateral. Por exemplo: o uso em excesso de computadores e tablets (o experimento), desde bebê, pode afetar o modo com que um ser humano irá se relacionar, ao se desenvolver, levando-o até mesmo à series dificuldades de comunicação (a reação).

Posso dizer que existe uma série de reações adversas provenientes das invenções humanas. Estresse por muito trabalho, Ganância pelo dinheiro, Desequilíbrio emocional pelo uso excessivo de drogas (lícitas ou ilícitas), etc. O resultado é que a própria espécie anda funcionando mal, graças à dependência de suas próprias invenções. Então, como encontrar o equilíbrio de todas essas coisas diante dessa nossa natureza tão sedenta por busca? Como não nos perdermos?

Com relação aos pesquisadores e cientistas, acredito que seria fundamental pensar somente em necessidades relevantes para nosso bem-estar. Nada de superficialidades – é melhor para nós e para o planeta. Porém, esse é o ambiente externo, algo muito mais distante de se controlar, quando tratamos de um sistema capitalista, de indústrias de diferentes segmentos. O que está ao nosso alcance? Para nós, cidadãos comuns, é necessário atentar-se ao que realmente nos traz crescimento, saber diferenciar o que é apenas vício (cultural ou químico) do que é necessário. Isso irá evitar os efeitos colaterais comportamentais que citei (estresse, desequilíbrios, entre outros), além de fazer com que não incentivemos a produção exacerbada de produtos ou processos desnecessários.

Atualmente, vemos sociedades doentes e não pensamos no porquê. Temos raiva um do outro e não pensamos o que nos deixou assim. Do que estamos nos alimentando para agir como estamos agindo ou ter sentimentos como esses? Que tal se nos desintoxicarmos de hábitos que prejudicam nosso raciocínio e nos deixa cegos diante do nosso próprio comportamento? Que nos distrai, quando na verdade, deveríamos estar olhando para dentro de nós mesmos...

O que nos prejudica são os hábitos e não as pessoas. Afinal, somos todos iguais.



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