15 de janeiro de 2015

Força Feminina

Em tempos onde se discute cada dia mais o comportamento e a posição da mulher na sociedade, é fundamental ponderar e comparar três pilares existenciais: cultural, político e orgânico.

QUESTÃO CULTURAL

De fato, não responder a provocações pelas ruas, abaixar a cabeça quando um homem passa com malícia nos olhos, é algo automático para, ainda, boa parte das mulheres. Entretanto, não pelo fato de que elas achem isso correto, mas porque tornou-se tão automático em resultado do papel submisso vivenciado num grande período de nossa história, que esta ação é praticamente inconsciente.

Colocar-se diante de uma postura igualitária EM TERMOS COMPORTAMENTAIS é importantíssimo para que reações como esta não se transformem em mais uma característica de nossa espécie – quase como um acontecimento psicossomático. Veja que o que está errado aqui é a cultura da submissão. Modificar esse comportamento, não exclui a importância das prerrogativas que devemos ter dentro da esfera natural. Sempre haverão pontos nos quais a mulher deve ser amparada (não necessariamente pelos homens, mas em termos de sociedade, leis e direitos).

Exemplo: substancialmente, a mulher possui menos força bruta, porém suporta muito mais dores, graças à sua natureza materna. Sendo assim, o respeito e a proteção destinados à ela são fundamentais neste sentido, pois é desta força motriz que o mundo nasce e é construído.

QUESTÃO BIOLÓGICA

Existem características biológicas, como a visão periférica, que descreve a aptidão feminina de olhar pelo lar e seus filhos. Obviamente, este atributo evoluiu junto com toda a raça humana, fazendo com que a mulher desenvolvesse essa visão, tornando sua percepção muito mais abrangente, não apenas em termos físicos. Sua intuição (não no sentido místico) é, de fato, mais aguda, fazendo com que tenha noção do que está acontecendo a seu redor muito mais rapidamente – em termos de espaço e reações. O instinto protetor que fora aguçado é comprovado cientificamente, por isso deve ser, essencialmente, valorizado e reconhecido.

Sendo assim, temos consciência de que o sexo feminino protege a si e tudo à sua volta. Graças a essa “ponte” sinergética, são construídos caminhos e estruturas. Além disso, mesmo possuindo menos força bruta, de um modo geral, suporta muito mais, o que resguarda seus filhos na criação de um novo caminho e na continuidade de nossa espécie.

QUESTÃO POLÍTICA-SOCIAL

O fato de existir características biológicas que as inserem num patamar de resguardo não quer dizer que, culturalmente, as mulheres devam ser colocada em papel submisso, certo? Dentro da sociedade, elas deveriam ser olhadas ainda com mais respeito e atenção, devido a sua complexa importância.

Neste aspecto existe uma certa confusão. Com as lutas feministas, alguns homens e mulheres tornaram-se contra regalias para um determinado sexo, alegando que “direitos são iguais para todos”. A justificativa é que, se a mulher lutou até hoje por igualdade entre os sexos, por quê então são exigidos privilégios? A questão é que NÃO SÃO PRIVILÉGIOS, são medidas necessárias, embasadas na própria natureza feminina.

A mulher tem o direito de exercer o que quiser: desde lutar boxe à fazer ballet. Não existem COISAS de homem e COISAS de mulher. Existem características naturais de COMO a mulher irá realizar tais ofícios – e é isso que deve ser respeitado. As leis que já amparam, dão suporte à mulher; são uma forma de respeitar sua natureza e reguardar-lhes o livre arbítrio. Contribuem, inclusive, para que toda a sociedade veja que, culturalmente, homens e mulheres devem ser iguais, biologicamente temos sim prioridades e, socialmente, merecemos respeito por nossas próprias escolhas.


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Somos diferentes em termos biológicos, mas iguais na questão pragmática do mundo. Os direitos devem ser adequados à importância que cada sexo tem para a harmonia e equilíbrio do planeta (em termos orgânico e social), mas sem interferir na liberdade de escolha de cada ser. Percebam: a relevância NATURAL da mulher é o que precisa ser considerado, já suas escolhas, são de inteira responsabilidade delas mesmas.



Iansã - Menofe

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