14 de agosto de 2014

Ser, Uno, Devir - Essencialmente Metafísicos

Nossa natureza é refletir sobre a existência. É isso que nos faz humanos. Por mais que tentemos fugir da análise interior e do encontro com o todo, com a consciência maior, isso inevitavelmente vai nos arrebatar, cedo ou tarde. E não é nada sobrenatural, a ciência já explica. A prática deste tipo de reflexão chama-se “Ontologia”, ramo filosófico que trata do ser enquanto ser.

Até o mais ateísta, quando reflete sobre o porquê ele não acredita no que não vê, está entrando em estado de meditação sobre si e sobre o universo – sobre a existência como um todo. Além disso: aquele que busca em nada crer (claro, pelo exercício da reflexão) é o que mais está indo além.

Num espaço vazio, cabe tudo. Ser e não ter, eis a afirmativa! Algo que antes soava místico, hoje é a metafísica genuína se manifestando. Meta-físca = além da física. Além do palpável, mais que isso, a busca interior, inevitável em todo o ser.

Suas ideias podem ser platônicas, aristotélicas ou nietscheanas, elas sempre vão se completar. As ramificações da ontologia antiga tentavam subdividir o próprio pensamento humano, defendendo realidades diferentes para tentar exprimir um único caminho. Porém ser, uno e devir, são apenas galhos de um mesmo tronco. Primeiro você nasceu, tornou-se. Depois, tentou explicá-lo e, com isso, o reduziu. E por não querer ser, por pensar e refletir, existiu com o tempo. Por você mesmo.

A verdade é que os argumentos são muitos, mas são todos. São vários e se completam. Mesmo sendo divergentes, se preenchem, fazem parte um do outro. Está na natureza, é como o cosmos funciona. Sempre tem a outra parte. Um exemplo prático está em nosso cotidiano: a base da tecnologia que utilizamos trata-se do simples e essencial sistema-binário.

Nada pode ser fixo, porque um ponto sempre será a contrapartida de outro; eles se precisam. E você sempre vai ponderar sobre isso. Você sempre vai buscar, sempre vai pensar, refletir, meditar, eternamente. A luz não rebate no espaço, mesmo existindo zilhões de estrelas, porque lá não há parede. O som não reverbera, pois não existe acústica num infinito. Então, quanto mais consciência tiver de que és um espaço infinito, mais coisas caberão em você.

A nossa essência é sempre buscar além do limite. Pensar e sempre expandir a consciência. São infinitas as possibilidades de nós mesmos. Isso nos completa enquanto seres.

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