17 de março de 2014

Aborto

Com relação ao aborto, sou a favor, porém existem muitos parênteses nesse assunto. Não é bem assim: a mulher aborta se achar que tem que abordar. A lei para legalização do aborto não pode, nem deve depender unicamente da escolha da mãe, pois haveria uma série de problemas, além de ser pouco eficaz. A escolha deve ser feita sim, mas acompanhada por uma assistência social, bem como por psicólogos. Não temos informação, nem esclarecimento suficientes para tomar esse tipo de decisão sozinhas.

Pensemos: se a deliberação fosse dada unica e exclusivamente pela mulher, uma boa parte das mais pobres e menos instruídas, ainda assim não abortaria, mesmo sem condição financeira nenhuma, já que a cultura deste perfil social está mais ligada aos dogmas e preceitos religiosos, sendo imoral uma atitude como essa - sem contar a pressão psicológica por parte da família, caso ela seja menor de idade, onde a maioria dos pais exige que o filho nasça, mesmo trazendo inúmeros conflitos para a mãe, mesmo o filho sendo proveniente de um estupro, por exemplo.

É necessário um acompanhamento do processo de vivência de cada mulher, para que exista um apoio e instruções sobre qual seria o caminho mais adequado. Não depende apenas de uma vontade, mas de uma decisão tomada com certeza e responsabilidade e, como a informação sobre os riscos e até mesmo importância do aborto consciente não chega à todas as mulheres, como deixar essa decisão apenas nas mãos dela?

Se existe condição de ter um filho, educá-lo e cuidar do bem estar físico e psicológico do ser, sem trazer danos psicológicos para a mãe (no caso do estupro, mencionado acima) o melhor caminho é não abortar, afinal, o procedimento é delicado e pouco saudável para o organismo feminino. Se não existe condição alguma, a solução seria o aborto, entretanto, para a parcela menos instruída, é preciso ainda convencer a respeito disso, educar, já que o dogma ainda sobressai sobre a informação, pois o pensamento está arraigado à religião.

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