2 de novembro de 2013

Consciência Coletiva ≠ Prática

O difícil é tomar essa consciência. Se todos trabalhamos unidos, a coisa flui melhor; com certeza falta amor, logo, pensamento coletivo... Virar e pensar no próximo.... Porque se um deixa de fazer, o outro tem que fazer em dobro. Isso é justo?

Somos donos de toda a responsabilidade sim. E responsáveis por tudo - como deuses. É preciso ter essa consciência, só assim haverá harmonia. Mas isso é algo que vem de dentro, é um desejo natural. Até pensamos assim, mas na prática, torna-se cansativo, precisamos lutar e arriscar até mesmo nossa aceitação, pelo justo.

A maioria livra-se da responsabilidade, é mais confortável... passando a mão na própria cabeça. Porém, isso legitima que suas coisas já são suficientes e por isso, você acaba deixando de fazer - por achar que está certo, por ser justo apenas com você.

Eis que você deixa de pensar no todo; e é exatamente isso que faz você se tornar uma bactéria - afinal, você deixa de fazer, por achar que está "fazendo muito". Você deixa de fazer, por achar que não está certo. Que o mundo é injusto, apenas com você. Nesse jogo, a carga vai toda para o próximo, sem que você perceba. Você fica bem, já seus semelhantes, com as mãos calejadas... em troca do seu conforto.

2 comentários:

Douglas Ricardo de Deus disse...

Esse post foi um dos melhores! Aliás, esse e aquele do "preto ,pobre e bixa"... Esse ultimo se encaixou bem hj, no dia da "conciencia negra"...Lembro que vi em um comentário a frase: "quando a gente parar de se preocupar com a consciência negra, amarela ou roxa e se preocupar mais com a consciência humana, aí esteremos indo para frente". Achei legal e completo: A sociedade diz que não devemos ter preconceitos, que temos que acabar com o preconceitos, e depois institui um tal de 'sistema de cotas',e coisas do tipo! Só de pensarmos dessa maneira ja é exercido o preconceito! Pois, alem de subestimar, essa "medidas" mostram que somos (no caso, quem se encaixa nesse termo...) diferente da maioria, logo, não existe "vitória da raça negra", não deveria existir nem um termo desse pois a minha raça é humana, somente.
hoje não é dia do negro como muitos dizem por aí...hoje é o dia pra lembrarmos com pesar, da ignorância daquela época, em que os escravos eram 'roubados' da mãe africa, e de tudo o que eles sofreram por aqui, e que, de maneira discreta o preconceito existe até hoje...Pra termninar, gosto do jeito que vc escreve... bem envolvente...

Roberta Cortês disse...

Obrigada, Douglas! Com relação ao post do Madame Satã, eu acredito que o seu parecer sobre ele é bem lúcido, porém a necessidade de cotas nas universidades é algo que deve ser discutido á parte. Acho sim que devemos começar a pensar em humanidade, não mais em cores, mas ainda sim existe muito preconceito (e, consequentemente, exclusão), por isso algumas medidas devem ser tomadas. Resumindo, apoio as cotas nas universidades, mas preferiria que estas fossem "sociais", não "raciais", para os excluídos e menos beneficiados, de um modo geral, não só pela cor, mas pela classe social deficiência, etc.