18 de junho de 2013

As vantagens do Apartidarismo

Fiquei muito feliz com que vi ontem. De um modo geral, uma nação madura, pensante, humanista. O que eu sempre almejei, está acontecendo de maneira natural, parte pela herança dos nossos pais e avós, parte pelas ferramentas disponíveis. A internet se tornou uma grande aliada, porque facilitou o acesso à informação e despertou um certo foco de responsabilidade que estava adormecido na maior parte das mentes - provavelmente por conta do grande volume de lixo midiático produzido afim de distrair nosso povo.

Eu sempre confiei na internet: ela é o reflexo do mundo real, porém bem mais facilitadora. Claro que existe o lado alienado, mas também há o lado pensante. Além disso, o mais interessante é que, como aqui as informações estão muito mais acessíveis (diferente do mundo físico), poucos vão optar por continuar submissos, de maneira consciente. Se a informação está ao seu lado, por que não absorvê-la? Perceba que temos uma ferramenta magnífica em nossas mãos para começar a escrever um novo momento.

Cito sobre a internet por sua característica unificadora, essencial para a mudança que estamos construindo nesse momento da história, o qual pede menos individualismo e mais sensibilidade. Antes a web era apenas um meio de entretenimento e aprendizagem, mas aquilo que parecia inofensivo, se tornou um grande instrumento de apoio e, sem que desse tempo de se notar, acabou fugindo do controle dos “tubarões” - vamos aproveitar isso. Quanto mais os meios que trabalham a união de pensamentos são trabalhados, mais mudanças positivas são geradas.

O que isso tem a ver com o apartidarismo? Estreitar o relacionamento entre os homens gera empatia e é isso que ainda falta pra nós. Partidos são fragmentos, por isso não representam a união. Na contemporaneidade, a individualização de classes acabou gerando este modelo político que favorece uns e escraviza outros, sendo que todos temos direitos iguais e a mesma voz ativa em uma sociedade (principalmente em se tratando de uma república).

Isso ainda se agravou pelo esforço gerado para se manter tal sistema. Sei que parece clichê, mas o modelo capitalista acabou deixando as pessoas cada vez mais maquinárias e frias por exigir demais delas. O tempo ficou mais curto, não sobrando espaço para refletir ou até mesmo filosofar, capacidade vital que nos torna humanos, ou seja, que nos diferencia dos robôs. Quem é que quer uma sociedade individualista e, ainda por cima, fria? Que não pensa? Somos humanos ou zumbis?

Acredito na ideologia política que se baseia na ausência da hierarquia. Todos somos líderes, o que existe são representantes. Muitos torciam e ainda torcem o nariz quando colocava esta questão, dizendo ser algo incoerente. Mas me respondam: porque alguém que é apartidário não pode ser politicamente engajado? Eu e mais um grande número de pessoas pensa assim. Podemos não apoiar certa postura e ainda sim, cobrar outra, exatamente pelo motivo de não concordar com a que está sendo seguida. E o que mais me deixou feliz ontem, foi ver que o mundo está começando a enxergar isso de maneira clara, simples, homogênea - como é para ser. 

Percebam que o apartidarismo só não seria interessante para os que ganham algo com isso. Você ganha com algum partido? Não. Você ganha com o que um representante faz por você. Partidos políticos trazem benefício SOMENTE AOS ALIADOS. Somente para estes não estaria bom.

A união de pessoas de diversas classes, credos, raças é o início de uma nova era, quem sabe de um novo tipo de sistema. Não é ser lúdico, é simplesmente não aceitar um modelo social tão cruel e injusto e lutar pra que nossos representantes se unam a nós para repensarem um novo tipo de organização. Claro que um novo tipo de sistema irá demorar a vir, mas se deixarmos de apoiar absurdos provenientes da famosa posição hierárquica (que gera desigualdade e outros valores inúteis, como status), isso vai começar a ser refletido por estudiosos e pensadores que, com certeza, poderão propor algo mais justo para todos. Porque uns tem direito a mais, enquanto outros têm menos?

Não é impossível, basta fugir daquilo que já foi pensado, implantado e que não deu certo. Não aceitar as condições é o primeiro passo. Dialogar será o próximo. Aliás, dialogar entre nós mesmos, já é o início de algo valiosíssimo. Perceba que existem muitos que pensam igual a você. Ver uma jovem em Los Angeles com um cartaz escrito “NENHUM PARTIDO ME REPRESENTA”, me deixou ainda mais certa disso.

Uma nação mais justa é uma nação apartidária. Somente aí nossos representantes irão parar de pensar em interesses individualistas e passar a se preocupar com o todo.

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