7 de novembro de 2011

NATUREZA & QUÍMICA

Certamente você já deve ter ouvido alguém separar a palavra “química” da palavra “natureza” ao tentar defender plantas alucinógenas dos argumentos relacionados à drogas de laboratório. Eu, inclusive, sou uma delas. Entretanto, tudo na natureza causa reações químicas em nosso organismo, até mesmo um copo d’água, uma fruta ou ainda o oxigênio que respiramos.

Na verdade, quando separo química de natureza, faço com o único objetivo de simplificar o entendimento daqueles que são mais leigos, em relação à diferença que uma prática milenar pode ter se comparada a uma criação recente e ainda pouco aperfeiçoada pelo homem. Isso facilita o modo de pensar, ressaltando que de um lado, temos um estimulante mais preciso e verdadeiro e, de outro, algo que pode causar mais reações transversais que efeitos plenamente válidos para as experiências ligadas à psique.

Se eu disser à uma pessoa que não tem conhecimento algum sobre drogas que tanto a maconha quanto o cigarro industrial causam reações químicas, certamente ela irá confundir as coisas, sem conseguir ver a diferença dos efeitos de ambos; e o pior: ainda poderá justificar o uso da droga legalizada por ser tão “natural e inofensiva” quanto as criações da terra. Que a maconha não causa dependência física e nem psíquica, nós sabemos (e que o cigarro industrial é disto o oposto, também). E para ilustrar o quão mais potentes podem ser os efeitos colaterais de uma droga manipulada, estes termos podem ser apropriadamente aproveitados para diferenciar tais grupos.

A individualização dos termos "químico" e “natural” ajuda a caracterizar com facilidade os efeitos colaterais de uma criação recente e imperfeita, que, obviamente, causa no corpo humano, reações muito mais adversas, desde alergias, dependências, tonturas, diarreias e tantos outros efeitos fisio-químicos que nossa medicina conhece. Você pode fazer uma comparação entre benefícios e malefícios e verá que precisará utilizar com muito mais cautela uma droga manipulada, quando o assunto é reação adversa física. Obviamente, estas drogas também são necessárias em muitos casos em nossas vidas, mas deve ser advertida neste aspecto. Já quando tratamos o lado psíquico, as plantas podem ter um efeito alucinógeno muito maior que as outras drogas, mas neste caso, o efeito passa para a questão mental do indivíduo. A erva ou raiz poderia nos dizer se ele estaria preparado ou não para aquele tipo de tratamento, mas não traria muitos danos ao seu corpo.

A individualização dos termos ainda deixa claro o grau de poder que ambos os tratamentos teriam sobre o homem. De um lado, temos uma sabedoria ancestral, presente na Terra bem antes da raça humana pensar em existir. Do outro, temos experiências recém criadas, drogas novas, elaboradas por nós, aprendizes da racionalização, recém chegados neste mundo. As plantas e fungos estão no planeta há mais de 2 bilhões de anos antes do homem e, por esta razão, conhecem este solo muito melhor que nós. Logicamente que de uma forma diferente, mas vivem e compartilham desta energia muito antes de pensarmos em ser uma espécie.

No princípio, tudo na terra era rocha derretida que, depois de um tempo, foi solidificada pelos ventos e chuvas, causadas pelas nuvens formadas pelo calor das erupções vulcânicas. As primeiras formas de vida do planeta foram as bactérias, vidas unicelares que continham DNA, molécula fundamental da vida. Em meio aos primeiros oceanos, se desenvolveram as primeiras formas de plantas, os musgos e algas. Somente cerca de um milhão de anos depois, com algumas variações do nível da água, que as plantas tiveram a possibilidade de se desenvolver nos solos e as primeiras espécies de peixe puderam se adaptar ao meio terrestre, dando origem aos primeiros anfíbios. Mas ainda sim o ser humano não iria surgir. Nosso planeta ainda sofreu extinções e secas. Anfíbios se tornaram répteis que surgiram e desapareceram através das eras. Somente depois de milhões de anos após o desaparecimento dos dinossauros o homo sapiens se desenvolve como espécie.

Nossa raça se desenvolveu e estudou toda a historia da Terra, incluindo a ascensão e declínio de todas os seus períodos e civilizações. Esta é uma prova concreta de que chegamos bem depois, mas justamente para estudar o processo de simbiose natural pelo qual as demais espécies passam. Vivemos nesta era para observar e nos instruir. Por este motivo mencionei acima que somos aprendizes e que nossas criações são imperfeitas perto dos efeitos perfeitos já existentes criados pela natureza; a tecnologia de deus. Então, fica fácil perceber que o termo NATUREZA versus QUÍMICA é empregado para comparar o poder de criação do homem em relação ao de deus.

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