22 de fevereiro de 2011

Teoria do Caos

O infinito é composto por inúmeros universos e cada universo é formado por um conjunto de objetos que se inter-relacionam, denominado “sistema”. Como os espaços possuem variáveis e reações específicas, que determinam a aptidão que seus elementos têm para interagir com outros, os sistemas podem ser lineares e não-lineares, abertos ou fechados.

Quando um sistema é linear, o resultado do distúrbio ocasionado sempre será proporcional à sua intensidade. Quando um sistema é não-linear ou aberto, o resultado pode ser totalmente desproporcional à intensidade do distúrbio, pois seu funcionamento sofre influências de outros elementos que estariam, teoricamente, fora de sua estância.

Os sistemas abertos servem como objeto de estudo para a Teoria do Caos, por serem dinâmicos e aleatórios. Enquanto em um sistema linear ocorre uma resposta simples e equivalente, em um sistema aberto a resposta traz resultados caóticos e imprevisíveis, devido as diversas influências recebidas.

Para entender melhor isso, basta observar as irregularidades da natureza. A atmosfera terrestre permite a interação dos mais diversificados elementos, visíveis ou invisíveis; isto nos mostra que estamos dentro de um sistema aberto e dinâmico. A formação de uma tempestade pode ser desencadeada por centenas de fatores, desde o calor excessivo, aos ventos, evaporação das águas, a translação do planeta, entre tantos outros. Os resultados do funcionamento geral da Terra são causados pela interação de elementos, de maneira aleatória.

Com este exemplo, é possível observar que o comportamento dos sistemas não-lineares, mesmo súbitos e casuais, também são governados por leis, que predispõe resultados diferentes. Tudo está interligado, através de conexões específicas, que trocam informações essenciais para cada espaço. Pequenas alterações que aparentemente nada têm a ver com o evento futuro, podem alterar todo uma previsão física. Quem já não ouviu falar na famosa teoria “Efeito Borboleta”? Ela diz, em resumo, que uma pequena variação das condições em um ponto de um sistema aberto pode gerar consequências de proporções inimagináveis. "O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque."

Este tipo de sistema ainda pode ser complexo para a capacidade de raciocínio humano, mas se move perfeitamente, através de vibrações energéticas universais. E porque o homem raciocina tudo isso? Nós não conseguimos controlar a matéria-física da natureza, mas com relação à energia éter, isso pode se tornar possível.

Enquanto as substâncias primárias da natureza simplesmente interagem com o curso da força punjante, o homem consegue canalizar parte delas, por vontade própria. O cérebro possui uma estrutura semelhante a uma rede, localizada próximo a glândula pineal, considerada o sensor espiritual do corpo humano. Esta espécie de filtro é responsável por selecionar os elementos sutis que irão interferir no sistema psíquico, nervoso e espiritual. Assim, o indivíduo consegue estimular o funcionamento de energias específicas em seu espaço. Transformar um ambiente hostil em um local calmo e tranquilo é um exemplo simples.

Entretanto, embora o homem consiga ter este controle, também pode funcionar como um “sistema aberto de energias tênues”, quando estimula a retirada deste “filtro” cerebral. Algumas substâncias que alteram a química do órgão da consciência, desintegram parte da estrutura-rede encontrada acima da epífase, como se uma venda tivesse sido retirada por alguns minutos. Neste instante, depara-se com tudo e quase nada se controla. Acredito, inclusive, que os fractais vistos na mente do receptor, podem ser os fluxos, ondas percorridas pelas mais diversas energias de outros sistemas abertos, mais complexos.

Para quem não conhece, os fractais são figuras complexas, muitas vezes consideradas abstratas, da geometria não-euclidiana. Podem ser considerados coordenadas de um determinado espaço, cujo sistema é composto por elementos extremamente variáveis, tais como pressão, temperatura, massa, posições e velocidades relativas, ainda não experimentadas pelo homem. Quanto mais complexo o fractal, mais a configuração se torna multidimensional, com suas coordenadas determinadas de acordo com o comportamento do espaço.

Muito embora o homem tenha este filtro natural em sua consciência, a natureza lhe proporciona ferramentas para que o mesmo seja dispensado em determinadas ocasiões. Desta forma, ele consegue enxergar inúmeras dimensões, juntamente com seu funcionamento. Ao meu ver, fica claro que existe aí uma função de reconhecimento dos parâmetros universais, enquanto ser terrestre. O exercício pode se tornar simples nesta existência experimental que vivemos, basta uní-lo ao equilíbrio, já que temos a capacidade de escolha.

O caos é necessário, pois gera um resultado. Para o homem, faz parte do aprendizado e da capacidade de raciocínio. Na visão simples da coisa é possível perceber isso. Vemos que, a partir de variações mínimas, ocorrem acelerações em determinadas direções que mudam completamente o resultado de uma experiência. Como um efeito dominó, os fatos podem ser alterados a partir das mais simples, porém inesperadas, reações.

O principal objetivo é que as condições iniciais alimentem os acontecimentos, interferindo em seus resultados finais até que, depois de um tempo, os pontos estejam totalmente separados e irreconhecíveis, para uma nova metamorfose. De fato, as influências que atingem os sistemas dinâmicos abertos podem ocasionar transformações admiráveis. Isto porque, este efeito apresenta grande sensibilidade a perturbações, gerando resultados imprevisíveis, já que está aberto a interferências das mais variáveis origens. Contudo, mesmo ocorrendo ao acaso, o estado determinante neste sistema não deixa de ser um ciclo, com suas devidas coordenadas.

A descrição da mecânica de funcionamento dos sistemas abertos se dá através de dados denominados “turbulentos”, pois a complexidade dos mesmos não nos dá outra escolha, a não ser abordá-los de forma “grotesca”. A maioria das atividades microscópicas acaba sendo tratada como “ruído”, sendo que estas são variáveis que apresentam valores extremamente sutis. Isto ocorre, pois o homem ainda não pôde analisá-las com uma lei de comportamento específica. Ainda falta comprovar que aquilo que as pessoas pensam ser acaso seja um fenômeno representado por ações ordenadas. Contudo, para mim, um mínimo de constância dentro de algum sistema já o torna “inteligente”, funcional, por si só.

Mais no Livro "Universo de Deuses" por Roberta Cortez.

1 comentários:

Heloisa Ikeda disse...

Muito interessante! Complexo mas interessante!
Você escreveu um livro é? Foi como TCC na facul ou foi aparte?...

bjs