10 de janeiro de 2011

Existência Temporal, Eternidade Universal


Todas as forças da natureza são deuses, inclusive o homem. O ar, as águas, a eletricidade, os minerais, são energias fundamentais para cada ciclo de vivência e, independente de escala e proporção, possuem uma função essencial para o funcionamento do universo. Com o ser humano ocorre o mesmo. Embora ainda muito pequeno, sua existência é peça única no cosmos, onde toda a engrenagem se move também graças a sua atividade.

Devemos saber que, ao mesmo tempo em que somos pequenos aprendizes, somos únicos, como todos os outros seres do planeta ou do infinito. Independente das diferenças físicas, espirituais ou intelectuais, somos iguais em importância e, por esta razão, deve existir a humildade e o respeito com todo o ecossistema universal. A raça humana é abençoada por ter ciência de sua própria vida e trabalhar nesta existência de forma consciente e precisa. O homem tem a capacidade de visualizar seu tamanho em relação ao universo, refletir sobre suas ações e contemplar a eternidade – porém, ainda não sabe aproveitar tal benefício.

Não é porque somos menores que outras forças do infinito, que somos menos importantes. Mas também, não podemos ser egoístas o suficiente para pensar que nossa existência se sobrepõe as outras. Qualquer que seja a vida experimentada, deve ser colocada em prática com toda a dedicação. Devemos nos doar ao mundo em que nos encontramos para completar da melhor forma possível esta empreitada, que é única e insubstituível.

Fomos enviados a Terra para pôr em prática o amor e a união, através de nossos olhos, cérebro e coração. Como aprendizes, devemos materializar a paz e o respeito a existência superior, olhando para nós mesmos, para a natureza em que vivemos e para nossos irmãos, para que lembremos de quem realmente somos: um único organismo. Ter a ciência da nossa responsabilidade de forma verdadeira, não pesa na consciência quando se está em harmonia com seu próprio eu, pois se estará fazendo um benefício a você e a seus semelhantes.

Deus é um todo. A consciência maior de que muitos falam, a parte éter do universo. Quando essa consciência é canalizada em um organismo, ela toma características específicas, de acordo com o "corpo" em que se abrigou. Esta consciência maior é o fluído universal que os espíritas citam como energia inteligente que, quando canalizada num corpo, se torna característica temporariamente (os espíritos). O que deve ficar claro é que depois desta ou outra experiência, a consciência canalizada ou espírito, sempre voltará para a consciência maior ou fluído universal único.

Em linguagens diferentes, uma mais científica, outra, espiritual, tudo é uma coisa só: viemos do amor, da fusão de inúmeras matérias e, quando se tem este conhecimento, torna-se sábio e ciente, no mais profundo âmago de sua existência. Este amor que denominamos "Deus" nos dá tudo o que precisamos para sermos felizes; por isto, é nosso dever aproveitar todas as coisas de maneira equilibrada e consciente, utilizando a sabedoria espiritual que nos foi concebida. Ela existe para isto. Saiba usá-la. Ela está em você e, através de você, origina todo o tempo, mesmo que disso você não tenha consciência. Mesmo que tenha medo do amor, você veio do amor, desta fusão de inúmeras matérias.

O amor se materializa nos corpos para crescer, para evoluir e todas as outras energias são um complemento para o aprendizado que devemos obter. Caminhando junto com a essência do amor, é possível superar qualquer outra força, que acaba se unindo para o nosso próprio benefício, para criar o bem. Aproveitar todas as vibrações universais e moldá-las, pegá-las lá do infinito e transformá-las. Esta é a nossa função enquanto vetores da existência. O simples desejo de espalhar o conhecimento da existência do verdadeiro amor o fará evoluir, sem ao menos perceber. Aceitar o amor sem intenções é o segredo para co-existir.

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