29 de maio de 2010

XI - Hades, o Governante do Submundo

Tudo no universo possui uma parte oculta, inclusive nós mesmos. Oculta, não no sentido de má, cruel, mas relacionada ao desconhecido, às descobertas que ainda não fizemos à respeito de nosso próprio ser. Tanto o ocultismo como a morte estão relacionados entre si, pois para se fazer uma nova descoberta, precisamos matar certos medos e acabar com as inseguranças que temos do próprio desconhecido. O fim de uma coisa, sempre nos revela algo por vir e é por isto que somos eternos.

Hades é o deus que governa o mundo oculto. Na Grécia antiga revelou-se através de um senhor de longas barbas, segurando uma foice, nos indicando o fim de uma era para a proximidade de um novo tempo. Além disso, a sabedoria e a coragem são outras das características descritas, por sua idade avançada – é ela nos indica melhor as tomadas de decisões. O corpo celeste de Hades foi sabidamente batizado de Plutão, o planetóide mais longe do sol.

Frio e distante, Plutão é composto por rocha e gelo, tendo uma temperatura de quase 130 graus inferiores ao pólo sul da Terra. Sua máxima é de -218 ºC. Possui tênues energias, já que leva séculos terrestres para completar um percurso em torno do sol e, como essas energias são extremamente delicadas, é preciso muita sensibilidade para senti-las. Plutão sempre irá guardar mistérios em seu interior, já que sua atmosfera é totalmente congelada na maior parte do tempo, não permitindo a entrada de sondas e telescópios.

Sim, confirmamos a existência de Pluto no céu, mas atualmente ele já não é mais considerado um planeta. Hoje, literalmente, Plutão é um submundo, da forma como sempre foi. Por seu tamanho, que chega a ser menor do que a nossa própria lua, ele é identificado como planetóide ou mini-planeta, porém, continua fazendo parte da família planetária, já que orbita em torno do nosso Sol. Afinal, todo o corpo que orbita em torno de sua estrela é considerado um planeta e todo o corpo que orbita em torno de seu planeta é considerado uma lua. O deus é, de fato, o guardião do invisível, pois governa um mundo invisível.

Desta forma, Plutão governa os corpos celestes sub-repticiamente. No mapa do céu, ele nos mostra onde é o fim de uma fronteira, mas também, aonde pode ter início mais uma outra. O deus do submundo revela que nosso sistema solar é somente mais uma dimensão e que podemos desvendar outras novas, após o término desta. Basta ter sensibilidade suficiente para ultrapassar nossas limitações e enxergar além. Da mesma maneira, Hades revela-nos a morte para nos indicar renascimento através da transformação – e, consequentemente, fazendo-nos evoluir.

A morte existe para isto, renovar e revelar novos universos. Hades tem o objetivo de nos fazer enxergar nossos erros para curar as feridas, enfrentando nossos medos. Graças à ele, fazemos opções conscientes, pois nos tornamos grandes investigadores de nós mesmos. Tamanho este controle adquirido, que podemos sentir estarmos prontos para quaisquer outras situações que vivermos após esta morte, indo além das meras aparências, impostas em nossa Terra. Tendo sensibilidade suficiente, conseguiremos enxergar o que ainda não vemos, por simplesmente acreditarmos, diferente dos ignorantes que querem primeiro ver para depois crer. O desconhecido se torna mero detalhe quando se tem segurança de que existe algo além e esta segurança é a prova de que não se duvida do poder de Deus.

XII - Espiritualidade e Energia Cósmica

1 comentários:

CELSO MATHIAS disse...

Muito bom, principalmente o último parágrafo, onde o texto sai de uma explanação científica para uma de cunho absolutamente moral.
BJSSSSSSSS!
Sou seu fã.