5 de outubro de 2009

Quando a Tragédia vira Arte.

Baseado na obra de Mario Puzzo, os Corleone são uma família de mafiosos italianos que tomam conta da maioria dos negócios ilegais de Nova York.


O clima mafioso dos anos 30 e 40 em que os Estados Unidos vivia, volta. Entretanto, essa atmosfera por vez real, é moldada por Coppola e se transforma em arte. Temos agora uma obra prima composta por sagacidade, cinismo, fidelidade, romantismo e sangue. O Poderoso Chefão é um conjunto de presença e valores admiráveis, que formam uma tradição de poder e orgulho, em toda sua trilogia. E a Cavalleria Rusticana define esta personalidade, dando o toque final a obra.


Nem preciso dizer que é o tipo de filme que me atrai, não somente por ser um clássico, mas pela direção em si originar um todo tão atraente. Marlon Brando, o mais velho Corleone e chefe da Família, consegue transmitir todo o arquétipo italiano apenas com seu olhar cônsul e as mãos sob o queixo. Irretocável, muita gente acha que ele é o personagem principal do primeiro filme. Ele está preparando Sonny, interpretado por James Caan, para que possa ser seu sucessor. Al Pacino interpreta Michael Corleone, que parece ser justamente o oposto de sua família; um herói da Segunda Guerra Mundial, justo e digno. Mas é exatamente ele quem nos surpreende. O clássico possui laços que geram um resultado inesperado, grandioso e inesquecível.

Existem muitas cenas que impactam de forma a abrir o leque dramático que o filme propõe. O depoimento, a abertura do filme. O casamento tradicional italiano. O suspense da seqüência da mansão do produtor de cinema. Depois disso, o tiroteio em meio às frutas e a magnífica cena de Michael Corleone no restaurante – é ela que registra a metamorfose que o personagem sofre. A primeira metade do filme é um enigma e a segunda, a peça a completá-lo.

Nós podemos sentir a atmosfera da obra em diferentes formas. Historica, emocional, e tecnicamente falando. O Poderoso Chefão é algo a frente de seu tempo. A montagem, seus planos, as luzes, formam um clima sempre quente, um conjunto que não nos cansamos de ver. Essa composição molda facilmente a leitura do filme, resumindo seu sentido. O desígnio da guerra é retratado de uma forma bela e artística, afinal a luta e todo seu valor possui um significado sagrado para aqueles que do sangue sobrevivem: A paz em sua definição.


Fato: Tudo esboçado de forma soberana.


5 comentários:

CELSO MATHIAS disse...

Essa semana assistirei novamente esse clássico. De certo que com Marlon Brando tudo ficava magistral.Ele era "o cara".

Assim que assistir novamente complemento meu comentário!!

** Não sei se você se percebe disso e já li alguém comentando sobre isso aqui, mas você tem uma habilidade de escrever sobre algo e principalmente cinema que nos faz querer assisti-los ou revê-los na hora.
De repente pode ser um "dom" seu. Pense nisso!!

BJSSS

André disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Aguiar disse...

nunca assisti este filme, eu sei é uma falha minha rsrs. mas vou assistir nesse fim de semana , depois te dou minha opinião.

sobre a Amy Winehouse, eu acho ela fantástica suas musicas, seu jeito suas loucuras. meio marketeira kk mas muito original.
na musica de hoje isso faz falta, os cantores de hoje estão certinhos demais,todos parecem querer ser um bono vox rsrs. falta aquela magia das décadas passadas.

bom FdS...

Mano Negra disse...

Um Classico com C maiusculo. Um filme para se ter o box em casa e guarda-lo com muito carinho.
Uma coisa que pouca gente sabe, que na trilogia antes de alguem morrer aparece laranjas, ou seja, viu uma laranja, alguem morre.

CELSO MATHIAS disse...

QUE MENINA OCUPADA HEIN:????KKKKKKKKK
BJS E ÓTIMO FINAL DE SEMANA